sexta-feira, 16 de abril de 2010

A torção

Tudo começou com uma simples torção de tornozelo. Aparentemente um tombo bobo que eu nunca, nunca poderia imaginar que fosse dar tanto trabalho.

Foi num domingo, dia 29 de novembro de 2009, eu estava de chinelo e escorreguei na grama caindo sobre a minha perna. Na hora senti um estalo e até pensei que tivesse quebrado a tíbia (pois a dor foi tão grande que parecia fratura exposta). Quando desfiz o tombo verifiquei que não havia nada exposto e pensei que tivesse só torcido o pé, pois não conseguia apoiá-lo. Coloquei gelo imediatamente e percebi que o meio da minha perna começou a inchar. Fiquei assustada e pedi para me levar ao hospital para tirar uma radiografia. Fui atendida e não quebrei nada. O médico passou um anti-inflamatório e disse para eu imobilizar o pé com uma bota e aparecer no consultório dele depois de 15 dias para começar a fisioterapia. Como eu já tinha uma bota destas em casa, tentei colocá-la no mesmo dia mas a dor não deixava o pé ficar dentro da bota.


No dia seguinte resolvi tirar a bota de vez e procurar outro médico, pois estava achando muito estranho o meu pé. O novo médico foi a minha salvação. Ele passou um anti-inflamatório mais forte e pediu uma ultra, a qual deu um rompimento parcial do músculo tibial. Também mandou eu iniciar a fisioterapia imediatamente.

O meu pé tinha uma coloração escura e muito gelado.


Desde o primeiro dia de fisioterapia eu não sentia o tens, nem no pé, nem em volta do tornozelo. Mas achei que fosse normal devido ao inchaço.






As semanas foram passando e o quadro não alterava. Eu não conseguia ficar em pé, pois o pé ficava escuro e inchava demais. A minha perna estava tão gelada que o frio chegava à minha coxa. Esta foto acima é o meu pé com um mês da torção.

Fiz uma ressonância do tornozelo e não acusou nenhum problema significativo. Eu estava tranquila, apesar da dor intensa.

Somente depois de um mês e meio que consegui apoiar o pé para tomar banho em pé, pois antes eu tinha que tomar banho sentada numa cadeira de plástico. Foi uma emoção!!! Fiquei tão feliz que sai ligando para todo mundo para contar que tinha conseguido tomar banho em pé.

A friagem e o inchaço não passavam. O mais estranho era o brilho que a perna apresentava. Parecia que tinha passado cera na perna.










Um comentário:

  1. Olá, Cristiane: também estou passando por algo parecido. Em janeiro deste ano, tive três torções no tornozelo esquerdo. E, como achei que não tinha ocorrido nada grave, pois fui ao médico após a 2ª torção, tirei dez dias de férias e pratiquei muita atividade de caminhada. Conclusão: voltei das férias e, depois de uns 3 dias de trabalho, fui direto p/ a Ortopedia. De licença médica e com o pé imobilizado por 1 mês, fiz uma RM que diagnosticou um rompimento total do ligamento talo fibular anterior, entre outras "coisinhas" ... mas só 1 mês e meio após o início do tratamento. Resumindo: estou enfrentando, tbm, a DSR: edema persistente, diminuição da sensibilidade, um pouco de dormência, falta de equilíbrio c/ a perna, aquelas manchas vermelhas e atrofia. Graças a Deus, não estou sentindo dor, a não ser do inchaço e após exercícios de alongamento. Confesso que não consegui tomar o Lyrica, devido aos efeitos colaterais e estou tomando outro remédio. Pela sua experiência, você acha que a drenagem linfática pode ajudar a melhorar o quadro? Obrigada por compartilhar a sua luta com outras pessoas que passam por isto. Torço por sua recuperação. Que Deus a ajude. Um abraço. Maria Angélica.

    ResponderExcluir